
A Elysia chlorotica é uma lesma do mar de cor verde, que habita a costa este dos Estados Unidos e Canadá. Até há pouco tempo a lesma era conhecida por “roubar” os genes das algas de que se alimenta, as Vaucheria litorea. Desta forma obtinha os cloroplastos, armazenando-os nas células que cobrem os seus intestinos. No entanto, os últimos estudos revelam que o molusco marinho desenvolveu as suas capacidades químicas, permitindo-lhe fabricar clorofila. Na lesma marinha, os cloroplastos extraídos permanecem activos durante um ano, o que significa que, no caso de uma lesma jovem se alimentar uma vez das algas e tiver acesso à luz solar, não tem necessidade de voltar a comer durante a sua vida.
Um grupo de investigadores portugueses, que se tem dedicado ao estudo de uma espécie destes insólitos animais, existente no Mediterrâneo, descobriu que, em condições de luz alta, a eficiência fotossintética é maior nestas lesmas do que nas algas de que se alimentam. Isto porque os cloroplastos destas algas, em condições de elevada luminosidade entram num processo de fotoinibição que baixa o seu rendimento fotossintético. No organismo das lesmas estes pigmentos estão protegidos por prolongamentos da pele que podem abrir ou fechar em função das condições de luminosidade a que se encontrem expostos. Além disso também foi observado que estes animais tendem a deslocar-se para locais com menor intensidade luminosa, coisa que as algas não podem fazer!
Inovação evolutiva
“É fascinante como um animal pode ser ainda mais eficiente fazer fotossíntese do que a alga a quem roubou a maquinaria!”, comentou Bruno Jesus, investigador do Centro de Oceanografia e primeiro autor do estudo. “Algures, no decorrer da evolução, esta associação terá sido fortemente benéfica para este grupo de lesmas-do-mar, provavelmente na colonização de águas pouco profundas. Embora este processo evolutivo esteja longe de ser entendido, é certamente uma lição a ter em conta que demonstra que as inovações evolutivas têm muito menos fronteiras do que “a priori” poderíamos pensar”, acrescentou.
Um grupo de investigadores portugueses, que se tem dedicado ao estudo de uma espécie destes insólitos animais, existente no Mediterrâneo, descobriu que, em condições de luz alta, a eficiência fotossintética é maior nestas lesmas do que nas algas de que se alimentam. Isto porque os cloroplastos destas algas, em condições de elevada luminosidade entram num processo de fotoinibição que baixa o seu rendimento fotossintético. No organismo das lesmas estes pigmentos estão protegidos por prolongamentos da pele que podem abrir ou fechar em função das condições de luminosidade a que se encontrem expostos. Além disso também foi observado que estes animais tendem a deslocar-se para locais com menor intensidade luminosa, coisa que as algas não podem fazer!
Inovação evolutiva
“É fascinante como um animal pode ser ainda mais eficiente fazer fotossíntese do que a alga a quem roubou a maquinaria!”, comentou Bruno Jesus, investigador do Centro de Oceanografia e primeiro autor do estudo. “Algures, no decorrer da evolução, esta associação terá sido fortemente benéfica para este grupo de lesmas-do-mar, provavelmente na colonização de águas pouco profundas. Embora este processo evolutivo esteja longe de ser entendido, é certamente uma lição a ter em conta que demonstra que as inovações evolutivas têm muito menos fronteiras do que “a priori” poderíamos pensar”, acrescentou.
A Ana Sofia (10ºC) disse:
ResponderEliminarPara mim, o que mais me impressionou foi o facto de a lesma-do-mar ter uma eficiência fotossintética maior, em condições de boa luminosidade, do que as próprias algas!